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20/01/2026

Seis universidades com curso de medicina em Goiás podem ser punidas pelo MEC após avaliação negativa

Seis universidades com curso de medicina em Goiás podem ser punidas pelo MEC após avaliação negativa

Seis universidades com curso de medicina em Goiás podem ser punidas pelo MEC após avaliação negativa

Fonte: g1

Seis universidades de medicina devem ser punidas pelo Ministério da Educação Seis universidades, faculdades e centros universitários de Goiás que tiveram resultados ruins na avaliação dos seus cursos de medicina podem ser punidas pelo Ministério da Educação (MEC). Essas instituições foram submetidas ao Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) , em 2025, que avalia a qualidade do ensino, e obtiveram notas consideradas insatisfatórias.

✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp As notas do Enamed vão da faixa 1 à 5, sendo as três mais altas consideradas satisfatórias pelo MEC. As instituições mal-avaliadas em Goiás e os respectivos polos de ensino, que receberam notas 1 e 2 no exame, foram: Nota 1 Faculdade Zarns - Itumbiara Unicerrado - Goiatuba Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan) - Aparecida de Goiânia Universidade de Rio Verde (UniRV) - Goianésia e Formosa Nota 2 Universidade de Rio Verde (UniRV) - Aparecida de Goiânia e Rio Verde Faculdade Morgana Potrich (Famp) - Mineiros Centro Universitário de Mineiros (Unifimes) - Trindade e Mineiros De acordo com o MEC, os cursos que obtiveram notas 1 e 2 no exame serão submetidos a ações de supervisão da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do ministério.

Entre essas ações estão: Nota 1: suspensão de ingresso de novos alunos ou redução de ofertas de vagas, de acordo com percentuais de desempenho nessa faixa; e suspensão da participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e em outros programas federais. Nota 2: redução de vagas ou proibição de aumento de vagas; e suspensão da participação no Fies no caso dos cursos com 40% a 50% de concluintes proficientes.

Sede do Ministério da Educação, em Brasília. MEC vai adotar medidas em relação aos cursos de medicina que tiveram notas 1 e 2 no Enamed Angelo Miguel / MEC LEIA TAMBÉM Médica fala sobre atender mais de 80 pacientes em plantão: ‘Atendo com o máximo de atenção’ Curso de medicina da UniEvangélica tem a melhor nota de Goiás, aponta Inep Cinco estudantes de medicina têm bolsa integral cancelada após prefeitura apontar irregularidades Avaliação nacional O Enamed é a modalidade do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) para os cursos de medicina.

Ele permite o aproveitamento de seus resultados nos processos seletivos de programas de residência médica. O MEC informou que 351 cursos de medicina de todo o país participaram do Enamed no ano passado.

Desses, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino, que inclui as instituições públicas federais e as instituições privadas. Desse total, 67,1% tiveram conceito satisfatório (notas 3 a 5 do Enade).

Outros 99 cursos (32%) obtiveram conceito nas faixas 1 e 2. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou, por meio de nota, que o objetivo do exame é fornecer um diagnóstico da formação médica no país, mostrando as instituições que estão tendo um bom desempenho e as que precisam melhorar.

Em nota divulgada em seu perfil do Instagram, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) destacou que nenhum curso de medicina de Goiás recebeu a nota máxima (5) no Enamed e afirmou que os resultados revelam os danos da "abertura indiscriminada de escolas médicas", sem o suporte técnico e prático para a boa formação de novos profissionais. O Conselho defendeu, ainda, a implementação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed), cuja proposta de criação tramita no Congresso Nacional.

O objetivo da avaliação, segundo o Cremego, seria analisar mais profundamente o ensino médico. O g1 procurou as instituições de ensino citadas na reportagem, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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Enamed expõe quase 14 mil formandos sem base para exercer medicina, diz presidente do CFM

Enamed expõe quase 14 mil formandos sem base para exercer medicina, diz presidente do CFM



Fonte: Folha de S.Paulo - Em cima da hora - Principal - Imagem Meramente Ilustrativa.

Quase 14 mil médicos formados em 2025 saíram de faculdades com notas 1 e 2 no Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). Leia mais (01/19/2026 - 20h21)

Resultados do Enamed Revelam Fragilidades na Formação Médica no Brasil

A primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicada em 2025 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), trouxe à tona dados que acendem sinais de alerta sobre a qualidade da formação de profissionais de medicina no Brasil. O exame, que passou a substituir e ampliar o antigo Enade para o curso de Medicina, tem por objetivo medir se os concluintes da graduação adquiriram as competências mínimas exigidas pelo currículo médico nacional e, além disso, poderá influenciar o ingresso em programas de residência.

Segundo os resultados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), quase um terço dos cursos de medicina avaliados (aproximadamente 30%) tiveram desempenho considerado insatisfatório, ou seja, obtiveram conceito 1 ou 2 na escala que vai de 1 a 5 — faixas nas quais menos de 60% dos concluintes demonstraram proficiência mínima na prova. Isso significa que 13.871 graduandos de medicina que concluíram seus cursos em 2025 saíram de instituições que não alcançaram o nível mínimo de proficiência exigido, de acordo com o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo. Para ele, esse número é um “sinal preocupante” que coloca em risco a segurança e a saúde de milhões de brasileiros.

A análise por tipo de instituição revela que grande parte dos cursos com notas baixas está no setor privado. Das 24 faculdades de medicina que receberam a nota 1, 17 são particulares, e das 83 com conceito 2, 72 também pertencem à iniciativa privada. Esses dados levam a uma reflexão sobre a expansão acelerada de cursos de medicina no país, especialmente nas últimas duas décadas, e a possibilidade de que essa expansão não tenha sido acompanhada por investimentos adequados em infraestrutura, corpo docente e campos de prática clínica.

O resultado do Enamed não apenas expõe desigualdades na qualidade de formação médica, mas também abriu um amplo debate sobre a necessidade de mecanismos de avaliação mais rígidos e transparentes. O CFM defende a criação de um exame de proficiência profissional — nos moldes do que já existe na área jurídica com o exame da OAB — que seria obrigatório para a emissão do registro profissional aos médicos. Um projeto de lei com essa proposta foi recentemente aprovado em uma comissão do Senado Federal.

Por outro lado, o Ministério da Saúde e o MEC têm enfatizado a importância do Enamed como ferramenta de diagnóstico para orientar políticas públicas e ações de supervisão. O governo anunciou que cursos com desempenho insatisfatório poderão sofrer penalizações que incluem restrições no recebimento de financiamento estudantil (Fies), suspensão de vagas ou impedimento de abertura de novas turmas — medidas que buscam pressionar as instituições a elevarem seus padrões educacionais.

Especialistas em educação médica observam que, embora o Enamed represente um avanço significativo no monitoramento da qualidade de formação, ele é apenas um dos elementos de um sistema de avaliação mais amplo que ainda precisa de aperfeiçoamento. A aplicação anual em diferentes fases da graduação e a integração com outros critérios, como avaliação de estágios e competências práticas, são apontadas como caminhos para uma avaliação mais completa do preparo dos futuros médicos.

O impacto desses resultados vai além da sala de aula. Para a população brasileira, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), há preocupações sobre a qualificação dos profissionais que estarão atuando em contextos clínicos complexos. A discrepância entre a formação que os novos médicos receberam e as exigências reais da prática profissional gera um debate sobre a segurança do paciente e a eficácia da formação médica como um todo.

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