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24/01/2026

Dia Internacional da Educação: projetos no Senado avançam na pauta educativa

Dia Internacional da Educação: projetos no Senado avançam na pauta educativa

Dia Internacional da Educação: projetos no Senado avançam na pauta educativa

Fonte: Senado Federal

A data de 24 de janeiro foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Dia Internacional da Educação. O tema da Unesco — agência da ONU especializada em educação, ciência e cultura — em 2026 é “O poder da juventude na cocriação da educação”.

No Senado, debates sobre projetos de políticas públicas educacionais, como o novo Plano Nacional de Educação (PNE), novas matérias na grade curricular e a garantia de vagas em creches rurais são analisados em projetos de lei que já avançaram na tramitação ou em propostas recém-apresentadas. Segundo a Unesco, 250 milhões de crianças e jovens no mundo estão fora da escola e 763 milhões de adultos são analfabetos.

No Brasil, os dados mais recentes indicam cerca de 993 mil crianças e adolescentes fora da escola, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, da sigla em inglês). Já o IBGE registrou 9,1 milhões de pessoas que abandonaram os estudos antes de concluir a educação básica em 2024.

Avanço na legislação educacional Diante desse cenário, parlamentares comemoram o avanço com a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE) no fim do ano passado. Sancionada em 31 de outubro, a Lei Complementar 220, de 2025 estabelece um marco legal de governança cooperativa entre União, estados e municípios para reduzir desigualdades regionais.

Foram quase dez anos de espera, uma vez que o SNE deveria ter sido implementado até 2016, conforme estabelecido no Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014. Mas agora a lei materializa ambições de universalizar padrões de qualidade e integrar a gestão pública.

— Queremos a efetivação plena do direito à educação a todas as pessoas, situadas em todos os recantos do território nacional — afirmou o senador Flávio Arns (PSB-PR), autor do projeto (PLP 235/2019) que deu origem à nova lei. Projetos no Plenário Há também expectativa de votação de dois projetos de lei que estão prontos no Plenário.

O primeiro, da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), incorpora a matéria de "educação política e direitos da cidadania" na grade curricular obrigatória da educação básica. O texto recebeu parecer favorável na Comissão de Educação (CE) e chegou à pauta do Plenário, mas a votação foi adiada recentemente diante da discussão que a matéria levantou.

O segundo projeto trata dos primeiros anos de formação. O PL 4.012/2024, do deputado Damião Feliciano (União-PB), obriga os municípios a ofertar vagas em educação infantil em quantidade proporcional à população das zonas urbanas e rurais.

A proposta foi aprovada na CE em dezembro e, se passa no Plenário, segue para sanção presidencial. Ambos os projetos alteram a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Pautas na CE A Comissão de Educação (CE) do Senado analisa 30 proposições para votação em 2026, focadas em segurança escolar e benefícios regionais. Entre os projetos, está o PL 2.870/2023, que inclui noções de defesa civil como conteúdo obrigatório do ensino fundamental e do ensino médio.

O autor da proposta, senador Wilder Morais (PL-GO), afirma que o objetivo é capacitar os jovens a atuar como agentes de mudança em situações de risco. Outra medida é a concessão de bônus na pontuação aos candidatos que moram no estado onde fica o campus da universidade federal.

O PL 490/2020, do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), pretende evitar que as vagas nos cursos mais desejados sejam ocupadas majoritariamente por estudantes vindos de fora. Paralelamente, a comissão discute regularizar diplomas de graduação expedidos por instituições não credenciadas ou relativos a cursos não autorizados pelo Ministério da Educação (MEC).

O PL 2.992/2019, do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), busca amparar milhares de vítimas que sofreram golpes, especialmente no ensino à distância. Essa possibilidade não deve impedir medidas administrativas e judiciais contra as instituições responsáveis pela expedição.

PNE  Neste ano, o Senado deve aprovar o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que é uma das prioridades no contexto do fortalecimento das políticas educacionais. O PL 2.614/2024 foi aprovado em dezembro pela Câmara e enviado para análise do Senado, onde aguarda despacho para as comissões.

O texto estabelece diretrizes, metas e estratégias para orientar a política educacional brasileira na próxima década, substituindo o PNE anterior que perdeu vigência no fim do ano passado. Entre as principais metas está a garantia da alfabetização plena até o 2º ano do ensino fundamental.

A versão aprovada pela Câmara organiza o plano em 19 objetivos estratégicos, que vão da educação infantil ao ensino superior, indicando metas e prazos. É com base no PNE que os governos estruturam seus planos específicos, decidem compras e direcionam investimentos, conforme o contexto e a realidade local.

Um dos destaques do texto em discussão é a ampliação dos investimentos públicos em educação para 7,5% do produto interno bruto (PIB) em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio. Hoje, o índice está na casa dos 5%.

Lurya Rocha, sob supervisão de Patrícia Oliveira.

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17/01/2026

Proibição de pacotes de viagens com datas flexíveis está na pauta da CDR

Proibição de pacotes de viagens com datas flexíveis está na pauta da CDR

Fonte: Senado Federal

Na volta do recesso legislativo, em fevereiro, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) pode votar um projeto de lei que proíbe a comercialização de pacotes turísticos com datas flexíveis. O PL 4.368/2023 determina que, ao contratar serviços de transporte turístico ou de hospedagem, o consumidor deve ser informado com precisão, no momento da compra, sobre datas e horários em que os serviços serão prestados e sobre as empresas responsáveis pelo seu fornecimento, devendo receber também os respectivos códigos de reserva.

A proposta, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), busca evitar que turistas fiquem sem saber quando ou por qual empresa viajarão no momento em fazem o pagamento do pacote. O texto recebeu parecer da relatora, senadora Augusta Brito (PT-CE), na forma de substitutivo (texto alternativo).

A senadora afirma que o objetivo também é evitar que a falta de planejamento ou crises financeiras das agências prejudiquem diretamente o cliente. As medidas são inseridas no Código de Defesa do Consumidor.

No texto, Augusta restringiu as regras aos setores aéreo e de hospedagem, preservando outros serviços relacionados ao turismo, como receptivos de carros e vans, passeios turísticos e pacotes de assinatura. “É necessário diferenciar as hipóteses em que há contratação de pacotes turísticos das demais em que há contratos com características diferenciadas, muitas vezes vantajosas para o consumidor”, afirma a senadora em seu relatório.

As agências de turismo só poderão oferecer serviços que já estejam disponíveis para prestação no período previsto no contrato. No caso das passagens aéreas, as empresas ficam proibidas de alterar datas ou cancelar o serviço sem a concordância expressa do passageiro, salvo em casos de força maior, como atrasos e cancelamentos de voos, que muitas vezes são causados por fatores alheios à companhia aérea.

Após votação no colegiado, o texto deve seguir para a Comissão de Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado, que votará o projeto em decisão final. A CDR é presidida pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).

Lurya Rocha, sob supervisão de Patrícia Oliveira

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